domingo, 6 de dezembro de 2009

POEMA PARA LÉA (*)

quando a gente ama
não reclama
da cama
do berço dos braços
do suor em bagaços
deitado
em cima da gente
quando a gente ama
a gente se sente
demente
& se faz descrente
do mundo inteiro
quando a gente ama
dançam na gente
garras de chama
& a boca gemente
de gozar se derrama
na gente-semente
na gente somente
quando a gente ama



(do livreto AMERICANTO AMAR AMÉRICA
& OUTROS POEMAS, Nordestal Editora,
Recife, 1975)



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(*) Canção do compositor Paulo Diniz,
interpretada por ele, com arranjos de
João Donato, no elepê "Estradas" (Emi-
Odeon, Rio, 1977), e por Wanderléa,
com arranjos de Egberto Gismonti,
no elepê "Vamos que eu já vou (Emi-
Odeon, Rio, 1977). Regravada por
Paulo Diniz no CD "Reviravolta"
(Produção Independente, Recife, 2003).

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