sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

POETAS DOS PALMARES (1973) : "CATHERINE DENEUVE II", de Juareiz Correya






CATHERINE DENEUVE II 
(Antologia "Poetas de Palmares", 
Palmares, PE, 1973) 




"além do pouco espaço desta cama eu me esforço 
e não te conheço Catherine como o mundo é tão estranho 
quando caminho pelas ruas e te procuro 
eu vejo teus cabelos claros esvoaçando com a brisa 
apertada dos subúrbios e teu riso mágico 
e teus olhos grandes e me penduro nos teus lábios 
confusos sorvetes sólidos cachorrosquentes 
em guardanapos de poemas pornográficos..." 



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Página (20) reproduzida do livro impresso 
AMERICANTO AMAR AMÉRICA 
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, 
de Juareiz Correya  
Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010) 


domingo, 27 de novembro de 2016

POETAS DE PALMARES (1973) : "CATHERINE DENEUVE", de Juareiz Correya







CATHERINE DENEUVE 
(Poetas de Palmares, 1973) 




"não te conheço além desta cama Catherine 
além dos limites desta cama do pouco espaço 
e eu não sei esconder a emoção quando ela 
me sacode como uma britadeira a emoção 
que me descobre nos rios dos teus olhos Catherine
................................................................... " 



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Página (19) da antologia POETAS DE PALMARES 
- Editora Palmares, Palmares, PE, 1973 - 
reproduzida do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA 
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010










sexta-feira, 18 de novembro de 2016

POETAS DE PALMARES (1973)







POETAS DE PALMARES  
(capa da primeira edição) 



POETAS DE PALMARES -  Seleção e introdução de Juarez Correia. Poemas de Fernando Griz, Eurípedes Afonso Ferreira, Adalberto Marroquim, Mário Marroquim, Raimundo Alves de Souza, Artur Griz, Fenelon Barreto, Antonio Veloso, João Costa, Calazans Alves d'Araújo, Ezequias Pessoa de Siqueira,  José Ramos, Eliseu Pereira de Melo, Rubem de Lima Machado, Jayme Griz, Ascenso Ferreira, Telles Junior, Eniel Sabino de Oliveira, Afonso Paulins, Juarez Correia.
Editora Palmares, Palmares, PE, 1973. Livro composto e impresso nas oficinas gráficas da Editora Universitária / Universidade Federal de Pernambuco.  Volume de 144 páginas, formato 14 x 22, tiragem de mil exemplares.


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Reprodução / transcrição de páginas do livro  
AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS 
DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya  
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010) 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

POEMA VAGO OLHANDO A CIDADE (Palmares, PE, 1970)










"Minha cidade 
ficará gravada 
num poema lívido e vago. 


Não será preciso citar becos e ruas 
inevitáveis em sua anatomia. 
Nem correr com a memória 
as lembranças e os minutos de agora." 

(Juareiz Correya) 



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Página reproduzida do livro 
AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS 
DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya  
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010) 





JORNAL "O OLHO" (PALMARES, PE, 1970)








Reprodução fac-similar da página do jornal O OLHO (Palmares, PE, 
janeiro de 1970), com o primeiro poema publicado pelo poeta  
- POEMA VAGO OLHANDO A CIDADE   



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Reprodução do livrio AMERICANTO AMAR AMÉRICA 
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya 
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010) 

domingo, 23 de outubro de 2016

AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya







AMERICANTO AMAR AMÉRICA 
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, 
DE JUAREIZ CORREYA  
(capa) 
- Recife, PE, 2010 




      Desta publicação da Panamerica Nordestal Editora (Recife, /PE, 2010), reproduzimos a capa criada por João Guarani, ilustrada com desenhos de Roberto Portella, 

     "Neste livro, apresento a minha poesia reunida publicada no século passado, e a sua publicação, neste ano de 2010, completa um ciclo de 40 anos da minha produção poética.  São poemas publicados em antologias, livretos, folhetos, livro-solo, álbuns, até a última década do século 20", afirma Juareiz Correya na sua apresentação.     


     ESTE BLOGLIVRO, QUE JÁ REPUBLICOU TODOS OS TEXTOS DE AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, REPRODUZIRÁ, A PARTIR DA POSTAGEM DESTA CAPA, TODOS OS TEXTOS E ILUSTRAÇÕES DESTE LIVRO IMPRESSO
NO RECIFE (PE) EM 2010.   

terça-feira, 30 de agosto de 2016

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Nagib Jorge Neto






     "(...)
   
     Mas as vozes não conseguem quebrar as ameaças no ar e um poeta caminha solitário e reconhece : "mastigo os ares como uma granada / multiplangente, me afogo no meu suor / bêbedo, com estrelas e planetas nos bolsos."  São as armas da maioria que assim tem de lutar, pois "há um clamor nas ruas / uma passeata de vozes / avança pela cidade / - além do imposto medo / sobre temas proibidos", como constata Juareiz Correya em AMERICANTO AMAR AMÉRICA.

     Há um clamor nas ruas / pulsando na carne urbana / meu coração coletivo / manifestante e vivo / há um clamor nas ruas / sem domínio da cidade / é urgente proclamar / esse desejo que arde / nos dias novos da gente / - a mais viva liberdade." (NAGIB JORGE NETO) 



 (A Literatura em Pernambuco / 
   Projeto Ícones Pernambucanos
   - Assembléia Legislativa de Pernambuco,
   Recife, PE, 2003)


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Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA  
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya
- Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010

terça-feira, 19 de julho de 2016

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Paulo Azevedo Chaves







     "Lançado em 1975, com selo da Nordestal Editora, Americanto Amar América, de Juareiz Correya, foi quadrinizado, na década passada, por Roberto Portella. O resultado dessa parceria é uma produção inédita na história editorial brasileira.  Com efeito, pela primeira vez um poema é editado em livro, sob a forma de quadrinhos, em nosso País.   

        O álbum reproduz 16 pranchas concebidas pelo artista plástico recifense, nelas a imagem plástica não desmerecendo a força lírica e a expressão sensual dos versos do poeta palmarense, antes enriquecendo-se de uma visão própria, igualmente lírica e plena de sensualidade."   



(DIARIO DE PERNAMBUCO
- Recife, PE, junho de 1993) 





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Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA 
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya
- Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010   


domingo, 12 de junho de 2016

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Potiguar Matos





     "Faz muito tempo desisti de compreender o Brasil.  Rio-me, às vezes, de velhas certezas infantis. Não me perguntem se é progresso ou demência progressiva. Tenho deixado os teóricos de lado e me entregue à tentação de ler respostas na festa de angústias das novas gerações.


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     Penso nestas coisas andando a estrada tormentosa dos versos de Juareiz Correya :  Amanhece. / Mas eu sinto que não amanheço.


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     O poeta tenta erguer um canto pagão, desmistifica palavras, mergulha-as em banho de lama e as sacode na cara de um universo corrupto, que despreza e provoca.  Não lhe interessa o amplo coração de Maiakovski, é, apenas, e totalmente sexo, como se acutilasse o sonho de gerar uma humanidade nova, onde a América, por exemplo, não fosse posse de um homem velho como Reagan... 


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     Não tenho lido mais os teóricos, com sua sabedoria e o seu jogo de astúcias inteligentes.  Ando pelas ruas e sinto a gestação de palavras novas, novas e balbuciantes respostas.  Poetas jovens surgem da noite, carregam a madrugada em seus versos.  No desespero e ceticismo há coisas esplêndidas germinando : Me faço poeta, astronauta /  para jogar sobre os continentes meu sorriso de luta.   



(DIARIO DE PERNAMBUCO, Recife, 1982) 

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Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20 
- de Juareiz Correya  
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010) 

terça-feira, 29 de março de 2016

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Anamélia Maciel ("Outros Textos" )






     "A poesia marginal, tanto pelo lado editorial (publicada em folhetos), como pela própria voz que assume, vem se constituindo um caminho para levar cultura ao povo, dispensando as publicações caras e bem elaboradas.  Ela invade colégios e faculdades, segundo os seus autores, "na tentativa de informar as novas gerações o que estamos tentando dizer por este tempo e para este tempo." 

     Para Juareiz Correya, Recity Recife é uma tentativa de oferecer um retrato da poesia contemporânea desta cidade, poesia que vem sendo desenvolvida notadamente pelos novos."   



     (Anamélia Maciel 
      -  Caderno Viver / Diário de Pernambuco, 
      Recife, 9 / janeiro / 1977) 




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Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20 
- de Juareiz Correya 
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010) 




     

segunda-feira, 7 de março de 2016

"AMERICANTO" : OPINIÃO DE GRAÇA LINS







     "Li, reli e absorvi todos os poemas do Americanto, confesso que criei inúmeras imagens.  Se num poema "América" é região, em outro "América" é mulher, é um desejo insistente, é um grito até.  Poderia chamá-la de poesia de vanguarda, por seu sentido essencial de renovar e de recriar e talvez pelo número restrito de leitores cônscios.  Existe sobretudo uma recriação de palavras, você as recoloca no poema com outra roupagem.  


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     Falando seriamente, levei 15 minutos para ler Americanto,  foi o tempo gasto dentro do ônibus, do centro para a minha casa.   Mas para viver ... Americanto me custou momentos, horas, dias." 
- GRAÇA LINS  (Carta ao autor, Recife, 1975) 





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Texto transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya  
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010) 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

"AMERICANTO" : OPINIÃO DE PAULO AZEVEDO CHAVES









"..............................................
Transplantando e adaptando o que aconteceu na Inglaterra, naquela época (anos 50), para o Nordeste brasileiro e para a década de 70, creio que poderíamos ver em Juareiz Correya (ou será um dos ?) o chefe de fila dos jovens irados de nossa poesia. E se não houver, se não surgirem em nosso Nordeste outros poetas irados, furiosos contra os formalismos, tabus e injustiças do nosso tempo, se o rebuscamento formal continuar sendo a tônica da jovem poesia da nossa região, tanto mais meritório será o trabalho de Juareiz Correya, esse escritor para quem o ser humano com sua necessidade de livre expressão e de libertação das forças que oprimem sua individualidade e cerceiam sua liberdade é o leitmotiv constante, permanente da poesia que escreve."  - Paulo Azevedo Chaves 



(Coluna Poliedro / Caderno Viver 
- Diario de Pernambuco, 
Recife, 14 de dezembro de 1973) 


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Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA  
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, 
de Juareiz Correya  
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010) 


sábado, 16 de janeiro de 2016

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Antonio de Campos






"... Há uma visão seletiva nos elementos que Juareiz Correya traz à fundição de seus versos :  sua seleção se faz em juntar seres éticos de vários matizes : tanto canta a grandeza de Victor Jara, como dedica e se inspira ao elaborar o mais longo poema de Americanto Amar América que dá título à reunião de seus poemas numa evolada beatitude americana : sua geração beat.  Juareiz Correya à imagem de Ginsberg : dono de criminosas gaivotas.  Criminosas por voarem além dos rótulos, das convenções, dos partidos e das seitas.  Companheiro de Francisco, pai dos beats..."

(ANTONIO DE CAMPOS - Jornal do Commercio, Recife, PE, 1983) 




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Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA 
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya  
(Panamerica Nordestal, Recife, PE, 2010) 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Eduardo de Lucena








     O poema Americanto Amar América contém besouros insondáveis.  E salsugem de mangues.
"E eu me desespero  poeta errante e louco / sambando e cantando loas africanas (...) / América América / teus gritos metem jovens nos meus ouvidos..."  Isso é um orgasmo dentro de um orgástico, estranho, triunfal poema.  Este poema é uma porrada, navajo, tupí, tupamaro, jogando bombas e lama sobre os próceres (eles merecem o termo) que sempre vestem linho e branco, para melhor a lama escorrer. E assim mesmo com "choros de crianças guitarras, ventres duros de fome  - e com isso tudo mesmo é que a América é "mulher de carnes cruas pregadas no meu peito / como colunas de ventos colossais..."  América que tem cheiro de limão, devastação, pilhagens, porres de cocaína, rolos de maconha, e esse sangue americano resumindo tudo, como um desespero que não se consome, nem se consuma : fruto a exigir a sua redenção.      

(Recife, 1982) 




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Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, 
de Juareiz Correya  
(Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010)