segunda-feira, 20 de julho de 2009

Poema vago olhando a cidade

Minha cidade
ficará gravada
num poema lívido e vago
Não será preciso citar becos e ruas
inevitáveis em sua anatomia.
Nem correr com a memória
as lembranças e os minutos de agora.
Minha cidade
não será vista
num poema sentimental.
Conservarei oculto até o seu nome
Neste poema
de amor silente
às suas coisas, a ela mesma.
Palmares, janeiro / 1970.

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