terça-feira, 21 de julho de 2009

Catherine Deneuve (II)

além do pouco espaço desta cama eu me esforço
e não te conheço como o mundo é tão estranho
quando caminho pelas ruas e te procuro
eu vejo teus cabelos claros esvoaçando com a brisa
apertada dos subúrbios e teu riso mágico
e teus olhos grandes e me penduro nos teus lábios
confusos sorvetes sólidos cachorrosquentes
em guardanapos de poemas pornográficos desenhados
eu te procuro Catherine além do pouco espaço
desta cama eu me esforço para te alcançar
na tarde do parque florido e teus pés leves
fogem em torno de mim sobre as árvores
e teu corpo nu e tua nudez de mármore puro me alucina
Catherine tuas coxas louras tuas nádegas teu dorso
e eu rodopio Catherine e sobre as árvores admiradas
e sobre cabeças caídas teu vôo me sacode entre répteis fracos
me esforço para te alcançar
e tu danças no meio de nuvens verdes

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