domingo, 9 de maio de 2010

QUATRO ESTUDOS NU POEMA (3)

assim o espanto me conduz
eu sei onde estou & não sei aonde vou
no cérebro guardado posso consultar a memória
mas o que me interessa assalta minhas energias
sem tempo marcado,
aqui eu me erijo & conduzo o movimento
que não havia surgido, a palavra que não tinha nascido
a emoção que jamais despertara,
a música que nunca havia musicado estes símbolos.
aqui eu fecundo uma nova espécie, a raça
que não nasceu hoje & nascerá sempre :
eu inauguro, sem festas, o poema

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