sábado, 1 de maio de 2010

QUATRO ESTUDOS NU POEMA (2)

o que eu digo gargaloa escarrado na boca
eu sou o agitador & a platéia deste comício
me espero onde não há saída, venero a podridão
sujo tudo que brilha, eu sei que a lama
alimenta este mundo,
eu abro o olho onde sangro como uma homenagem
para os teus passos, eu cego um olho
& vejo luzes que não queria me incendiando o rosto
com este canto que eu não entendo
& a dádiva que me resume neste gesto

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