UMA VEZ BEBENDO, BEBENDO ATÉ MORRER
de bar e de bares, de porres vazios, de histórias sem graça, eu conto esta hora. não importa se bebi, ou de que bar eu vim, nem se me embebedei no fim da festa. importa é este gesto, inútil voz desesperada tentanto alcançar alguns homens. importa, e que importância tem depois se eu já nem sei se depois me importa qualquer coisa ? fico nu e a verdade é que não estou só, nem com ninguém, nem tenho ninguém a me esperar chegando em casa de táxi. tento acertar comigo o tempo que eu não conheço, a merda do dia, o cu da existência, num buraco infinito de pauleiras. não é nada disso e eu devo dizer É ISSO AÍ, está tudo na pior e eu só sei dizer TUDO BEM, e quando as cachaças as cervejas as companhias me embebedam, eu nunca sei o que será de mim. jamais me contento, mas eu engulo sempre o pão que o diabo amassou, as dores dos cornos, as glórias dos babacas, os uísques nacionais dos bundamoles e o samba-canção dos machos sem tesão. eu vivo mais cheio que o s...