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AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Paulo Azevedo Chaves

     "Lançado em 1975, com selo da Nordestal Editora, Americanto Amar América , de Juareiz Correya, foi quadrinizado, na década passada, por Roberto Portella. O resultado dessa parceria é uma produção inédita na história editorial brasileira.  Com efeito, pela primeira vez um poema é editado em livro, sob a forma de quadrinhos, em nosso País.            O álbum reproduz 16 pranchas concebidas pelo artista plástico recifense, nelas a imagem plástica não desmerecendo a força lírica e a expressão sensual dos versos do poeta palmarense, antes enriquecendo-se de uma visão própria, igualmente lírica e plena de sensualidade."    (DIARIO DE PERNAMBUCO - Recife, PE, junho de 1993)  __________________________________________________ Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA  E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20,  de Juareiz Correya - Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010  ...

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Potiguar Matos

     "Faz muito tempo desisti de compreender o Brasil.  Rio-me, às vezes, de velhas certezas infantis. Não me perguntem se é progresso ou demência progressiva. Tenho deixado os teóricos de lado e me entregue à tentação de ler respostas na festa de angústias das novas gerações. ............................................................................       Penso nestas coisas andando a estrada tormentosa dos versos de Juareiz Correya :   Amanhece. / Mas eu sinto que não amanheço. ............................................................................       O poeta tenta erguer um canto pagão, desmistifica palavras, mergulha-as em banho de lama e as sacode na cara de um universo corrupto, que despreza e provoca.  Não lhe interessa o amplo coração de Maiakovski, é, apenas, e totalmente sexo, como se acutilasse o sonho de gerar uma humanidade nova, onde a América, por exemplo, não fosse ...

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Anamélia Maciel ("Outros Textos" )

     "A poesia marginal, tanto pelo lado editorial (publicada em folhetos), como pela própria voz que assume, vem se constituindo um caminho para levar cultura ao povo, dispensando as publicações caras e bem elaboradas.  Ela invade colégios e faculdades, segundo os seus autores, "na tentativa de informar as novas gerações o que estamos tentando dizer por este tempo e para este tempo."       Para Juareiz Correya, Recity Recife é uma tentativa de oferecer um retrato da poesia contemporânea desta cidade, poesia que vem sendo desenvolvida notadamente pelos novos."         (Anamélia Maciel        -  Caderno Viver / Diário de Pernambuco,        Recife, 9 / janeiro / 1977)  _____________________________________________ Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20  - de Juareiz Correya  (Panamerica Nordesta...

"AMERICANTO" : OPINIÃO DE GRAÇA LINS

     "Li, reli e absorvi todos os poemas do Americanto,  confesso que criei inúmeras imagens.  Se num poema "América" é região, em outro "América" é mulher, é um desejo insistente, é um grito até.  Poderia chamá-la de poesia de vanguarda, por seu sentido essencial de renovar e de recriar e talvez pelo número restrito de leitores cônscios.  Existe sobretudo uma recriação de palavras, você as recoloca no poema com outra roupagem.   ...................................................................................................      Falando seriamente, levei 15 minutos para ler Americanto,  foi o tempo gasto dentro do ônibus, do centro para a minha casa.   Mas para viver  ... Americanto me custou momentos, horas, dias."  - GRAÇA LINS  (Carta ao autor, Recife, 1975)  ___________________________________________________ Texto transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA E...

"AMERICANTO" : OPINIÃO DE PAULO AZEVEDO CHAVES

".............................................. Transplantando e adaptando o que aconteceu na Inglaterra, naquela época (anos 50), para o Nordeste brasileiro e para a década de 70, creio que poderíamos ver em Juareiz Correya (ou será um dos ?) o chefe de fila dos jovens irados de nossa poesia. E se não houver, se não surgirem em nosso Nordeste outros poetas irados, furiosos contra os formalismos, tabus e injustiças do nosso tempo, se o rebuscamento formal continuar sendo a tônica da jovem poesia da nossa região, tanto mais meritório será o trabalho de Juareiz Correya, esse escritor para quem o ser humano com sua necessidade de livre expressão e de libertação das forças que oprimem sua individualidade e cerceiam sua liberdade é o leitmotiv constante, permanente da poesia que escreve."   - Paulo Azevedo Chaves  (Coluna Poliedro / Caderno Viver  - Diario de Pernambuco,  Recife, 14 de dezembro de 1973)  ____________________________________...

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Antonio de Campos

"... Há uma visão seletiva nos elementos que Juareiz Correya traz à fundição de seus versos :  sua seleção se faz em juntar seres éticos de vários matizes : tanto canta a grandeza de Victor Jara, como dedica e se inspira ao elaborar o mais longo poema de Americanto Amar América que dá título à reunião de seus poemas numa evolada beatitude americana : sua geração beat.  Juareiz Correya à imagem de Ginsberg : dono de criminosas gaivotas.  Criminosas por voarem além dos rótulos, das convenções, dos partidos e das seitas.  Companheiro de Francisco, pai dos beats..." (ANTONIO DE CAMPOS - Jornal do Commercio, Recife, PE, 1983)  ___________________________________________________ Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA  E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya   (Panamerica Nordestal, Recife, PE, 2010) 

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Opinião de Eduardo de Lucena

     O poema Americanto Amar América contém besouros insondáveis.  E salsugem de mangues. "E eu me desespero  poeta errante e louco / sambando e cantando loas africanas (...) / América América / teus gritos metem jovens nos meus ouvidos..."   Isso é um orgasmo dentro de um orgástico, estranho, triunfal poema.  Este poema é uma porrada, navajo, tupí, tupamaro, jogando bombas e lama sobre os próceres (eles merecem o termo) que sempre vestem linho e branco, para melhor a lama escorrer. E assim mesmo com "choros de crianças guitarras, ventres duros de fome  - e com isso tudo mesmo é que a América é "mulher de carnes cruas pregadas no meu peito / como colunas de ventos colossais..."   América que tem cheiro de limão, devastação, pilhagens, porres de cocaína, rolos de maconha, e esse sangue americano resumindo tudo, como um desespero que não se consome, nem se consuma : fruto a exigir a sua redenção.       (Recife, 1982)...